sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ordem e Progresso


Insatisfeitos em todo o Mundo, uni-vos!




Por todos os lugares uma ideia de insatisfação vem ganhando forças.



Na Universidade vem sendo apontando a partir da porcentagem de gastos das USP a ideia de que a Universidade Brasileira está falindo e que a concessão de sua autonomia foi um grande erro.
Segundo dados o último reitor da USP usou cerca de 104% do repasse feito pelo Governo para pagamento de funcionários. Alguns poderiam perguntar como pode ser mais de 100% e isso é simples de responder, a verba da USP não é advinda somente dos impostos do governo, existem outros tipos de arrecadações que a universidade faz, incluindo fundos de investimento e reserva de caixa. Segundo um dos economistas da USP, a mesma já passou por uma crise mais grave.

O que importa aqui mesmo é a questão que com um novo reitor, a USP congelou o reajuste salarial dos docentes. Isso significa na verdade uma diminuição do poder de compra, uma redução salarial, já que não houve um aumento mínimo em relação à inflação.
E vale lembrar que por uma questão de isonomia salarial os salários dos docentes e funcionários UNESP e UNICAMP também foram congelados.

Até pouco tempo não consegui ver o quadro de forma completa. O Governo do Estado de São Paulo desde 2004 vem ampliando o número de Campi dessas universidades, aumentando o número de cursos e ampliando o número de vagas. Porém não houve um aumento do investimento. Ou seja, os docentes e funcionários contratados basicamente continuam a ser pagos com a mesma porcentagem de recurso.




Em um grupo de discussão de docentes vi a reivindicação dessa categoria. Ao contrário do que é dito em alguns cantos mesmo dentro da universidade não é só por uma questão do reajuste salarial. Mais precisamente uma reivindicação da razão desse reajuste não ter sido feito!
Essas Universidades Publicas desde 1989 foram desmembradas do Ministério da Educação, recebendo certa autonomia política administrativa, funcionando como autarquias em nível municipal. Porém, nesse ano, quando foi decretado a lei para que isso ocorresse a verba da Unesp que seria de 11% passou a ser legitimada por volta de 8%, desde lá duas greve se seguiram e a porcentagem aumentou para 9,57%. Mas depois disso a política do aumento de vagas surgiu e a universidade vem crescendo, se estruturando, aumentando as publicações e as cobranças em todos os níveis.

Vale lembrar que esse repasse de 9,57% do ICMS que o governo do estado faz, é em cima de um valor líquido, tirando uma parte de investimentos em habitação, a parte dos municípios, bem como não entra nessa porcentagem de repasse a universidade valores como inadimplência tributaria.
No final das contas, o repasse feito as Universidades é feita de forma estatística, calculado sempre por baixo, dessa forma grande parte do resto do repasse real, que é fechado no final de cada ano, não é repassado as universidades.


A luta dos professores é para que seja aumentado para 11% (valor histórico de 89), bem como esse cálculo seja feito em cima do valor bruto de imposto arrecadado, não mais o líquido.
Sem contar, a relação histórica desses valores que não foram repassados. O que ocorreram com eles?!



Gostaria que ficasse claro, primeiramente aos estudantes que pensam em não apoiar a causa dos professores, que essa luta não é apenas salarial, mas pela autonomia da universidade. O maior repasse desses valores traz uma maior verba para as universidades e consequentemente uma possibilidade do aumento de bolsas e outros projetos que agregam a questão da permanência estudantil, que incluí os diversos tópicos de reivindicações.



Agora gostaria de alertar a um fato que disse não ter ficado claro de início. Por que os reitores iriam congelar os salários se isso iria culminar na revolta dos docentes, que iriam pedir por aumento de verbas para a universidade, para suprir a relação salarial, bem como a falta de investimento nessas?
Me parecia que os reitores tinham planejado isso para um momento de eleição em que muitas coisas acontecem, em que reivindicações como essas ganham força. Porém, o que estava esquecendo é que os REITORES são indicações do próprio Governo Estadual, dessa forma, não faria sentido, pois se o governo quisesse aumentar a verba, aumentaria logo de uma vez, não é mesmo?!
Foi então, que fiquei sabendo que em São Paulo já estão se discutindo tópicos com relação a privatização das UNIVERSIDADES PÚBLICAS. Ou seja, toda essa questão da USP, como a maior universidade do país estar com problemas da perna é uma divulgação gigantesca para denegrir a imagem de autonomia das mesmas, levando a ideia da necessidade de privatização.



Não quero discutir aqui a ideia da política privatização, se boa ou ruim, mas isso certamente não é verdade. Como disse a USP já teve problemas maiores, e a quantidade de recursos que essas universidades tem é muito maior do que aparece na mídia. Dizem que foi gasto 1/4, em torno de 1 bi de reais de forma inadequada, sendo distribuído bônus e outras regalias aos docentes da USP. 
Vejam bem que que foi só 1/4, um valor alto, mas vale lembrar que 3 vezes esse valor ainda está no fundo de investimento da USP, sem esquecer ainda, que tais valores foram distribuídos pelo reitor, por quê?




A luta dos alunos, funcionários e docentes agora se torna a mesma luta. Uma Universidade Pública de ensino justa, com investimento e possibilidades de gerir a sua autonomia, levando também a questões de permanência estudantil!



Nossa luta é a mesma!



E agora para mim, tenho que o poder do governador de indicar os REITORES dessas universidades deveria ser caçado, pois isso, visivelmente, retira política e administrativamente a AUTONOMIA conferida por lei dessas instituições.





Antes fosse só isso...






Essa questão que parece se alastrar em todos os lugares, essa insatisfação que toma conta de nossa nação. Esses diversos tipos de ações como a COPA entre outras, que parecem desvalorizar não só a saúde e a educação, como a todos nós brasileiros influi em um inconsciente coletivo de insatisfação por parte de todos...

Vale lembrar:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm



TÍTULO I


Dos Princípios Fundamentais


Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.


Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
II - garantir o desenvolvimento nacional;
 III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios:
 I - independência nacional;
II - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.



TÍTULO II
Dos Direitos e Garantias Fundamentais
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS


Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade,


CAPÍTULO II
DOS DIREITOS SOCIAIS


Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição



Acrescento que os princípios são aqueles que nada nem ninguém, incluindo pessoa ou qualquer tipo de poder, público ou privado, possa desrespeitar. Os direitos e deveres individuais são aqueles relativos a cada pessoa, com base nos princípios e os Direitos sociais são aqueles que devem ser assegurados pelo governo a todo os cidadãos de forma a se fazer cumprir a universalidade e igualdade dos direitos individuais pautados nos princípios.



Por meio disso, venho a concluir que no Brasil, um país de grandes riquezas em que a população trabalha por essa nação, pelo progresso e pela ordem, acabamos sendo sugados, nossas forças são tomadas e nossas vidas passam sem que podemos usufruir dela. Para que?
Para que empresas de investimento estrangeiro levem nossas riquezas e muitas vezes compremos isso com valores muito maiores. Para que o Poder Público pareça não fazer parte dessa grande nação, tomando ações tanto no meio executivo, legislativo quanto judiciário que favoreçam não nosso povo, mas ou a eles mesmos ou a outros.


No final de contas, de que lado eles estão? De que lado estamos!? Para mim deveríamos estar todos aparentemente do mesmo lado, o lado de todas as pessoas, da qualidade de vida e bem estar não só meu, mas para todos!
Para que as pessoas possam ter acesso a educação, saúde e qualidade de vida para desenvolver o máximo de suas potencialidades, de seus sonhos. Para que como a riqueza dessa nação, da nossa terra, possamos ser um povo feliz sem injustiças e desigualdades!



Vale lembrar que grande parte de outros problemas como a violência são fruto de questões sociais ligadas a má distribuição da nossa riqueza, que leva a um sentimento de impossibilidade por parte de diversos brasileiros, que não podem se realizar de forma alguma nem nas condições de existência, tendo por diversas vezes uma vida em sub existência.
Isso somado a questão da falta de criticidade do povo, decorrido de uma má educação que vem se arrastando no país em que não percebemos que toda a nossa causa é uma só, que somos um, e que um pouco está usando de todos nós para ganhos pessoais. Como estrangeiros no Brasil. 

Esses acabam sendo o real problema de toda a questão.


Lembrando que todas essas ações são de certa forma aconstitucionais!




Usualmente esse é um blog que faz sempre uma relação com a Física, o estudo da natureza em suas formas energéticas quantitativas e qualitativas, então: Onde a Física entra nisso?! Como nossa energia tem sido transformada? Essa Energia tem produzido o que em nossos corpos? Estamos aliviados?


Os ciclos do mundo estão tomando outra forma, tudo está de certa forma interligado, uma onda vem há séculos crescendo com certas insatisfações que são sanadas de tempos em tempos, como tapando o real problema com a peneiras...






A insatisfação geral de sermos vistos como peças e não seres humanos!

Sermos levados a um PROGRESSO que desconsidera a individualidade e as potencialidades de cada um, mascarando um grande produtivismo que está impregnado em todos os cantos da sociedade, levando a cada um de nós uma vida de insatisfações sem nenhuma dignidade. Somos empurrados por uma ORDEM da qual não somos parte constituinte; a não ser para nos disciplinar nos impulsionando, diria eu pelo mal, a um sentido que engrandece e usurpa a nossa nação em prol de poucos.




Vejam bem!

Essa luta é de todos!
Não de uns contra outros!







Policiais, Bombeiros, Bandidos (A ORDEM DO PROGRESSO), Professores, Alunos, Catadores de Lixo, Motoristas, Trabalhadores... de todo e qualquer brasileiro que se sente insatisfeito, que se sente de mãos atadas, impossibilitado de participar ativamente na construção do PAÍS, sendo obrigado por nada além de uma razão não realmente pensada, usufruindo nossas vidas pela produção de um avanço que acaba com nossas riquezas, nossos rios, florestas, nossa biodiversidade, a nós mesmos!



Que todos percebam que somos um só! Nós somos o País! Nós somos a política, nós somos a democracia, 

Nós somos a Pátria, todos queremos algo melhor, portanto...






Insatisfeitos em todo o País, em todo o mundo, uni-vos!





Só assim Tu Serás o Gigante pela tua natureza!




Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!





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